segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sedutora Buenos Aires

Chegamos em Buenos Aires numa turbulenta sexta-feira perto do meio dia. Turbulenta porque contava 18 de dezembro e a cidade estava agitada: Natal, fim de ano e o dólar baixo. Ótimos motivos para a cidade lotar de turistas tão perdidos quanto eu.

Depois de 10h de viagem partindo de Uruguaiana (Brasil) chegamos a rodoviária. De lá partimos em direção ao centro da cidade, onde iríamos nos hospedar.
Durante o trajeto, já pude ter o primeiro contato com esta elegante cidade: Ruas largas, prédios altos, muitas árvores e um trânsito perto do caótico. Buenos Aires (que a partir de agora vou chamar apenas de BA) tem muitos carros.

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Os famosos e divertidos trocadilhos

Cachorrito é uma criança. Semelhança com o nosso cachorrinho pode ou não ser coinscidência.

Boludo é o xingamento mais forte e poderoso para o hermanos, equivale a um cuzão no Brasil.

Chute diz-se patada.

Um restaurante que aceita propina não está cometendo nenhuma fraude, já que propina na lingua castelhana é a taxa do garçom.

Pizza Libre (livre) não é pizza de graça e sim rodízio de pizzas.

Uma moça embaraçada é uma moça grávida.

ônibus é coletivo.

metrô é subte.

Se você disser só a palavra rodoviária eles não entendem, você deve dizer Terminal Rodoviário ou então Retiro ( que é o bairro onde fica o terminal rodoviário) que eles largam aquele: - Ah! Sí.

Efetivo é o dinheiro em espécie que difere do pagamento feito com Tarjeta de Credito o nosso famoso cartão de crédito.

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A cidade

BA oferece bons meios de transporte: Taxis, ônibus e metrô. Assim o deslocamento para os mais diversos pontos da cidade se torna possível, principalmente para quem não está de carro e mesmo assim quer passear bastante. Por falar em passear, BA oferece inúmeros locais para passeios.

* Os taxis são pretos e com teto amarelo, tem muitos deles e uma corrida de um lado ao outro da cidade pode sair em torno de 30 pesos (15 reais).

* Metrô custa em torno de 1,20 pesos (0,60 centavos de real).

* Ônibus depende do local que você deseja ir, mas gira em torno de 1,20 pesos também. Sim, pois os ônibus não tem tarifa única, nem cobrador. Você deve dizer ao motorista onde vai que ele digita o valor da tua tarifa numa máquina e depois você deposita este valor em dinheiro (somente moedas) numa "urna" e recebe um ticket. Fácil, rápido e moderno.

* Comer em BA é barato, mas não é saboroso. O tempero é fraco e as opções são poucas. Ao contrário disso beber tem diversas opções, mas é extremamente caro. Uma "long neck", por exemplo, custa aproximadamente 5 reais, uma garrafa de água mineral 3 reais. O bom é fazer como nós, carregar uma garrifinha de água consigo durante os passeios, caso não pretenda gastar dinheiro comprando água. Porque você vai precisar de muita água caso decida visitar a capital portenha no período do verão no hemisfério sul. O clima de BA é quente e úmido. Então não dispense o protetor solar, chapéu e muita água.

* Triste realidade se esconde no banheiros. Sim, confirmam o que sempre me falaram de BA, os banheiros são muito sujos. O restaurante pode ser um luxo, mas o banheiro é sempre (extremamente) inferior. Não sei por que.

* Outro ponto que notei: Os argentinos fumam muito. Me passou a impressão de que 98% da população fuma. Mais parece que existe uma lei municipal que deternima que ,a partir dos 13 anos, deve-se iniciar o consumo do cigarro.
Caso você seja fumante não terá problema, mas caso não seja a noticia boa é que os restaurantes têm locais separados para fumadores (fumantes) e não fumadores e em ambientes fechados é proibido o consumo do cigarro.

BA tem uma vida intensa e movimentada principalmente no período noturno. Dentre os estabelecimantos mais frequentados estão os restaurantes que servem pratos típicos da argentina e também de outros paises, as imensas livrarias, as lojas de discos e os teatros.

Av. Corrientes trancada para os carros nas noites de sábado.

Sábado a noite eles trancam a rua Corrientes (uma das principais avenidas de BA que faz esquina com a 9 de Julio. No entrocamento dessas avenindas stá o monumento símbolo da cidade: Obelisco) eles chamam de "cortar a corrientes" e a partir disso a larga avenida vira um calçadão que fica movimentado até a madrugada.

Uma livraria numa noite de sábado.

BA e o Tango

Quem pensa que Tango é cafona e só faz parte do folclore está enganado. As lojas de discos tocam tango dia e noite e espetáculos desta dança, chamadas Tangueiras são muito apreciadas tanto pelos tursita quanto pelos próprios argentinos. É posssível ver casais trajados tipicamente desfilando por alguns pontos da cidade dispostos a tirar fotos com turistas e ensinar uns passinhos de dança.
Infelizmente não tive oportunidade de ir a uma tagueira porque o único local que estava capresentando o espetaculo ficava longe de onde estávamos e faltou programação. Ficou para a próxima visita que será em breve, acredito.

BA e o teatro

Outra mídia muito apreciada pelo povo são os teatros. Numa extensão de 500m é possivel que exista umas 5 casas de teatro. E ficam todas lotadas no período de funcionamento, ou seja, a noite. Filas se estendem na entrada desses locais. Impressionante.
O cinema existe , mas não é muito estimado. Eles curtem mesmo são seus artistas locais. A entrada custa em torno 30 pesos por pessoa (15 reais). E eles não são muito pontuais com horários, tenha paciência.

* Coisa de turista...

Fomos num desses espetáculos.
Quando entramos na casa de show ficamos meio incomodados sobre o que pedir para beber, já que as bebidas eram tão caras fora dalí, lá dentro deveria ser uma fortuna.
Aceitamos água, por insistência da garçonete que já estava achando que nós éramos terroristas por ter recusado algumas vezes em aceitar água. Discretamente olhei para os lados e todas as mesas estavam lotadas com garrafas das mais variadas bebidas. Pensei: - Alguma coisa está errada ou só tem magnata por aqui.

Quando o espetáculo acabou esperamos que algumas pessoas saíssem primeiro para vermos o que era realmente cobrado e para nossa surpresa as bebidas eram por conta da casa. Enfim, explicado o mistério e nós rimos de raiva de não termos tomado uma cerveja bem gelada.

Por falar em teatro, o famoso Teatro Còlon estava fechado para reformas nesta época., com previsão de reabertura para maio de 2010.

BA e o futebol

Existem dois times fortes em BA, Boca Juniors e o River Plate e é claro que os dois são rivais nas competições.
Boca Juniors é do bairro La Boca onde tem seu famoso e pequenino estádio La Bobonera todo em azul e amarelo, as cores do time.


La Bonbonera

O bairro La Boca inspira e transpira futebol, aos arredores do estádio vê-se inúmeros comércios que lucram com esta paixão que os argentinos (e turistas que alí vão) têm pelo futebol. Lojas de camisetas, chaveiros, bandeiras, canecas e etc... Com imagens do Boca ou até mesmo da seleção argentina são muitas.

O River Plate fica no bairro Núñez e joga no Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti.

BA e os Argentinos

A capital argentina foi fundada em 1536. Os nativos de lá são chamados de Porteños.

Um pequeno passeio pelos arredores do centro já podemos ver que existem muitas praças e prédios históricos que são conservados por anos e tratados com respeito pelos hermanos.

Por falar em respeito: História, tradição e patriotismo poderia ser o nome da maioria dos nativos da Argentina. É possível ver a bandeira asteada em muitos pontos. Protesto estudantil nas ruas e antigas provocações entre Argentina e Inglaterra pela disputa das Malvinas.


Argentinos têm uma característica muito forte: Eles amam ser Argentinos, amam falar castelhano, amam o futebol deles, amam a história deles, amam suas tradições. Chega ser arrepiante.



BA e o Turismo

O bairro La Boca fica na zona portuária que corresponde à ribeira e que se divide em dois traçados: Ribeira do Riachuelo e a Área Portuária Sul.

É lá também que encontra-se o Caminito. Uma sequencia de casinhas coloridas numa curta rua. Como a própria aparência inspira, o artesanato é forte, mas os preços são um pouco altos. Claro que "pexinxando" consegue-se levar belas lembranças de lá.

O lugar é pequeno, colorido e barulhento, um dos pontos fortes nas visitas turísticas. Lembra um cortiço (no bom uso da palavra) pela pouca extensão e intenso movimento humano existente. Foi um dos pontos mais alegres e vivos que vi em BA. Adorei.

Puerto Madero é a zona mais jovem e nobre da cidade. Com prédios altos e arquitetura requintada.

Neste local não tem nada simples, tudo transpira luxuosidade mesmo.

Puerto Madero


O outro lado de Puerto Madero

Ainda pelos arredores do grande centro, destaca-se a Rua Florida, o Obelisco, a Praça de Mayo, a Casa Rosada... Cartões postais da cidade que não podem, de forma alguma, passar em branco.

BA e os Brasileiros

Ao contrário das famosas anedotas, os Argentinos adoram os Brasileiros. Vi isto desde minha chegada, pois sempre que certificavam-se de que éramos brasileiros eles sorriam.

Durante minha estadia quando meu castelhano todo torto denunciava minha nacionalidade e até mesmo durante nossa parada na fronteira para ingressar de volta em solo brasileiro fomos muito bem tratados.
Alguns argentinos que estavam no ônibus conosco puxaram assunto perguntando o que tínhamos achado de BA e aproveitaram para contar histórias da cidade e indicar outros passeios interessantes em outras cidades do país.

Mesmo assim, os Argentinos não são tão dados a risos como nós, mas se você puxar assunto com eles logo estarão bastante entrosados. Só cuide para não rir dos supostos mal entendidos ou trocadilhos, pois eles constumam ser desconfiados.

BA e o povo

Os Argentinos são estilosos. Tanto as mulheres quanto os homens e clássicos ao falar.

As mulheres também são bonitas, mas fiquei impressionada mesmo foi com a beleza masculina. Sim, acredite, os Argentinos são muito bonitos e, na maioria da vezes, cavalheiros aos agir e falar.

Bem, encerro aqui minhas concepções deste curto tempo que fiquei na capital porteña. Foi uma viagem maravilhosa. Recomendo.

Termino com duas impressões:

- Curiosidades: Muitas
- Certeza: Voltar em breve.

sábado, 12 de setembro de 2009

Caio Fernando Abreu


“Se eu não fosse escritor eu seria jardineiro.”

Caio Fernando Abreu - (12/09/1948 - 25/02/1996)






Se estivesse entre nós, Caio faria hoje 61 anos.

Dono de um grande talento para escrita, foi jornalista, contista e um dos melhores escritores de cartas da literatura brasileira.

Intenso, atrevido, excêntrico... Profundo.

Ler a obra de Caio Fernando Abreu é como perpetuar pelo íntimo, pelo âmago de seus personagens. E descobrir que talvez 2 + 2 não são exatamente 4. Sua escrita tem traço forte, seus personagens vertem sangue, se alimentam de risos, lágrimas, mágoas, cigarros, orgasmos e muitas vezes solidão.
Seus contos são repletos de expressões faciais, suspiros, gritos e gemidos... Gente dizendo adeus, gente se reencontrando.
"De todos aqueles dias seguintes, só guardei três gostos na
boca - de vodca, de lágrima e de café."

Assim era o gaúcho Caio Fernando Abreu, natural da pequenina Santiago no interior do RS, mas que tinha o mundo escondido na palma de sua mão. Amava Paris, Londres e principalmente Berlim, o centro do mundo na visão dele.
"Quando você não tem amor,você ainda tem as estradas."

Urbano, moderno, antigo, contemporâneo... Tudo cabia na obra de Caio e tudo fazia sentido. Junto ou separado.

Seu talento rompeu fronteiras, seus livros foram traduzidos para vários idiomas. Ganhou prêmios literários. Viveu intensamente os loucos anos 70 na imensa São Paulo. Curtiu a juventude... Até o dia 25/02/1996 quando perdeu sua batalha contra o vírus do HIV.
"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no
coração,só não se perca de mim."
"Não é verdade que as pessoas se repetem. O que se repetem são as situações."

Fui apresentada a obra do Caio quando li o conto Para uma Avenca Partindo, do livro Morangos Mofados, que ao meu ver é a melhor obra dele.
Segue um trecho:

"...eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas as coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e dasamar era não mais conseguir ver..."


Gostei tanto do conto que li o resto do livro e gostei tanto do livro que o comprei depois, e gostei tanto que li outros contos, outros livros e comprei outros também.

Para mim, a obra de Caio sempre remete a imagem "reconstrutiva" do outono. Silêncio. Praças públicas em dias nublados. Estradas molhadas pela chuva. Pontos singulares e minúsculos de uma conversa ou de um movimento qualquer. Rosas deixadas nas janelas e cartas... Sim muitas cartas...

"Nunca mais o amor era o que mais lhe doía, e de todas as dores, a única que ele jamais confessaria."





Uma excelente passagem do conto Harriet, do Livro Os Dragões não Conhecem o Paraíso:

"Sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu deus como você me doía vezenquando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes para abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando olhando e pensando meu deus ah meus como você me dói vezenquando"


Sempre que ensaio alguma escrita me inspiro nele, e se pudesse escolher, escolheria poder escrever como ele. Não porque invejo o talento que ele teve e eu não, mas porque tenho imensa admiração por sua escrita e admira-lo é como ser impelida para o infinito e de lá trazer toda a sabedoria possível.
"Não adianta,não sei explicar . As palavras traem o que a gente sente."
Caio, sem você o alfabeto seria um instrumento mudo. Obrigada por ter existido.

Obras:
Inventário do irremediável (contos) - 1970.
Limite branco, (romance) - 1971.
O ovo apunhalado, (contos) - 1975
Pedras de Calcutá, (contos) - 1977
Morangos mofados, (contos) -1982
Triângulo das águas (novela) - 1983
As frangas, ( novela infanto-juvenil) - 1988.
Os dragões não conhecem o paraíso, ( contos) - 1988.
A maldição do Vale Negro,(peça teatral) - 1988.
Onde andará Dulce Veiga?, (romance) - 1990.
Ovelhas negras, (contos) - 1995.
Mel & girassóis, antologia.
Estranhos estrangeiros, (contos) - 1996.
Pequenas Epifanias, ( crônicas) - 1986/1995
Teatro completo, 1997
Cartas, correspondência. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2002 (organização de Ítalo Moriconi).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Beleza Roubada

Beleza Roubada: Para assistir sem pressa

“O amor não existe, somente as provas de amor”


SinopseApós o suicídio de sua mãe uma jovem de 19 anos (Liv Tyler) viaja para a Itália, com o propósito aparente de reencotrar alguns amigos e ter seu retrato pintado, mas planeja rever especialmente um jovem com quem ela dera seu primeiro beijo, quatro anos antes. Simultaneamente pretende decifrar um enigma que foi encontrado no diário da sua mãe, mas gradativamente sua presença exuberante transforma a vida dos seus amigos.



Dados Técnicos

Origem: EUA, Itália
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 114 minutos
Ano de Lançamento: 1996
Direção: Bernardo Bertolucci

Elenco
Liv Tyler, Carlo Cecchi, Sinéad Cusack, Joseph Fiennes, Jason Flemyng, Anna-Maria Gherardi, Jeremy Irons, Ignazio Oliva, Rachel Weisz ...

Cuidado: Spoilers

Esses dias revi um filme que marcou muito minha adolescência. Pois ficou guardado em mim a imagem da Liv escrevendo poesias em pequenos papéis e depois queimando-os. E aquela cena maluca dela cantando alto e pulando com o fone no ouvido... Exteriorizando a felicidade que tomou conta de seu corpo após ela ter reencontrado seu amor de adolescente. Muito comum, acho que todas as meninas se identificariam com esta cena.
Estou falando de Beleza Roubada, de Bernardo Bertolucci.

Admito que não foi de primeiro que captei a essência dessa belíssima obra, até porque não se trata de um filme na qual se absorve toda sua essência de primeiro... Exige tempo e talvez maturidade.

Numa passada lenta e com cor intensa, aos poucos as cortinas se abrem e vamos penetrando numa estória envolvente de amor, desamparo e busca, mas muito diferente dos dramas retratados em Hollywood. - Beleza Roubada é poético, simples e surpreendente.
Não é o melhor filme que já vi, com certeza, mas sua temática ajuda a quebrar muitos protocolos.
Principalmente porque todos os temas são muito bem temperado com ingredientes fortes tais como sexo, nudez , drogas e diálogos quebrados. Falas em inglês e italiano.
E é neste conjunto que surge Lucy (Liv Tyler), uma menina de 19 anos que tem guardado consigo um enigma: Descobrir quem é seu verdadeiro pai.
Para isso ela precisa voltar a Itália seguindo uma pista deixada no diário de sua falecida mãe.


Acontece que a presença de Lucy causa uma reviravolta entre os moradores da pacata cidade e muitas verdades vem a tona. A mistura de personagens torna a estória intrigante, porque também recai sobre nós (expectadores) a tarefa de ajudá-la a descobrir quem é seu pai. E a descoberta se dá de forma emocionante. Como os muitos outros enigmas do filme.

Jeremy Irons ele estava triunfante (como sempre). Ele interpreta Alex, um escritor a beira da morte que desenvolve por Lucy um sentimento fraterno e que as vezes beira a um paixão platônica e instanânea. Seu personagem esguiu, solitário e intelectual lembrou fortemente Caio Fernado Abreu (escritor que admiro efusivamente e ainda falarei dele por aqui).

Outros ponto positivos são as belas paisagens de Toscana, que o filme aproveita muito bem, e a deliciosa trilha sonora.
E quando estamos todos envolvidos em saber quem é o pai de Lucy, eis que a estória se volta para outro ponto: Sabemos então, que existe um outro próposito em ela querer visitar os amigos na Italia: - Reencontrar Nicolo; o rapaz com quem deu seu primeiro beijo quatro anos antes. E é para Nicolo que ela guardou sua virgindade.


Porém, o que ela não espera é que Nicolo tenha mudado tanto, ou era ela quem tinha criado falsas expectativas. Durante os quatro anos que seguiram, eles trocaram cartas, com textos de auto teor literário na qual uma delas Lucy decorou de tanto ler e reler. Mas ao reencontrá-lo, não encontra nele o mesmo autor de tais cartas. E é aí que inicia um dos pontos surpreendentes do filme: Fica explícito que Lucy amava na verdade as cartas e não Nicolo. Pudera, não era ele quem as escrevia e sim seu amigo Oswaldo para quem ela finalmente entrega sua virgindade numa cena digna das grandes estrelas de Hollywood.
E é com esta cena que entendemos porque ela faz bom uso do sobrenome Tyler.
(fontes: Interfilmes)

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