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sexta-feira, 18 de março de 2011

Visconde do Mauá - Descanso bem pertinho do Céu

Saimos do Rio de Janeiro naquele feriado de carnaval com direção a Resende, 164km via Dutra sentido RJ-SP. Trânsito bom, céu encoberto.
Duas horas de viagem e chegamos em Resende. Seguimos mais 6 km e pegamos a direita. Adentramos até o trevo: Esquerda: Penedo. Em frente: Visconde de Mauá. Seguimos.

A paisagem que se descortinou era deslumbrante, nada comum ao que se costuma esperar quando se diz: "Rio de janeiro". Sinceramente, me senti nos Pampas Gaúchos.



A rua asfaltada, subia, descia e contornava morros verdes com casinhas ao longe, cercados com animais, árvores...
Quando o asfalto acabou iniciou uma sinuosa estrada de pedregulho, muito empoeirada e íngrime. Foram 27km de subida que demoraram longas 3h. A paisagem continuou deslumbrante, a rua não. (risos).

Chegando em Mauá

Primeira parada: Visconde de Mauá. Um distrito do município de Resende (RJ). Lugar acochegante. Com cerca de 6 mil habitantes, a principal atividade economica da região é o turismo, com mais muitos estabelecimentos de hospedagem e restaurantes especializados em trutas e receitas à base do pinhão.

Chegada à Visconde de Mauá.
Gramado, igreja, algumas casas e um ponto de informações.

Tomamos água, usamos o banheiro e seguimos em frente.

Enquanto seguíamos em direção ao cume avistamos nuvens que tocavam o alto da montanha. Realmente era um passeio que me levaria para as alturas.

Subimos...

Quanto mais subíamos mais a paisagem modificava. Haviam mirantes em vários pontos do trecho, com uma visão espetacular de tudo que deixamos lá em baixo.

Um dos mirantes, na sudida da montanha.
Ao fundo a cidade de Resende cabia na palma da mão.

A cadeia de montanhas da Serra da Mantiqueira contém muitos vilarejos. Visconde de Mauá se define por um conjunto das vilas de Mauá, Maringá e Maromba e seus vales, como o Vale das Cruzes, Alcantilado, Pavão e Grama.
A região está entre os municipios de Resende (RJ), Itatiaia (RJ) e Bocaina (MG).

Mauá é um local para desncanso e contato com a natureza.

Um leito de água passando por entre a mata.
Proximo ao nosso acampamento.



Arte no alto da Serra

Recomendado para pessoas que curtem ficar em sintonia com o verde, fazer passeios, trilhas ecologicas e etc...
Existem pacotes de tur para conhecer as inúmeras cachoeiras que a região possui, em geral esses passeios são feitos de caminhonete, com guia e para grupos fechados.
Outra opção, mais em conta e não menos agradavel, é o passeio de bicicleta. Tem locais que alugam bicicletas caso você não esteja com a sua.

Recomendações:

-Leve agasalhos. As noites na montanha são frias e úmidas e o sol pela manhã demora a penetrar a vegetação o que pode aumentar o tempo de frio. Se você for acampar leve lonas para proteger as barracas e cobertores também.

- Existem muitas cachoeiras, poços de água para o banho, mas em geral as águas são bastante frias. Se você é sensível as baixas temperaturas aconselho você a não se banhar.

- Dinheiro: A noite na região é agitada e tem muitas opções de lrestaurantes, bares e afins, mas leve dinheiro em espécie, pois só há um caixa eletrônico (Itaú) e nem todos os estabelecimentos aceitam cartões.

- Comunicação: Operadora de celular somente Vivo e Claro.

- Há somente um posto de combustivel, na entrada do vilarejo. Assim sendo ,suba com o tanque cheio.

- Não esqueça de levar a máquina fotográfica, de todas as recomendações essa é aquela que, com certeza , se você esquecer se arrependerá pelo resto da vida. Pois terá muito que fotografar.

Distancias:

RJ - 200 Km
SP - 300 km


Boa viagem... Bom descanso.


(fonte: http://www.itatiaia.srv.br/?item=ILNYToiE)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Sedutora Buenos Aires

Chegamos em Buenos Aires numa turbulenta sexta-feira perto do meio dia. Turbulenta porque contava 18 de dezembro e a cidade estava agitada: Natal, fim de ano e o dólar baixo. Ótimos motivos para a cidade lotar de turistas tão perdidos quanto eu.

Depois de 10h de viagem partindo de Uruguaiana (Brasil) chegamos a rodoviária. De lá partimos em direção ao centro da cidade, onde iríamos nos hospedar.
Durante o trajeto, já pude ter o primeiro contato com esta elegante cidade: Ruas largas, prédios altos, muitas árvores e um trânsito perto do caótico. Buenos Aires (que a partir de agora vou chamar apenas de BA) tem muitos carros.

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Os famosos e divertidos trocadilhos

Cachorrito é uma criança. Semelhança com o nosso cachorrinho pode ou não ser coinscidência.

Boludo é o xingamento mais forte e poderoso para o hermanos, equivale a um cuzão no Brasil.

Chute diz-se patada.

Um restaurante que aceita propina não está cometendo nenhuma fraude, já que propina na lingua castelhana é a taxa do garçom.

Pizza Libre (livre) não é pizza de graça e sim rodízio de pizzas.

Uma moça embaraçada é uma moça grávida.

ônibus é coletivo.

metrô é subte.

Se você disser só a palavra rodoviária eles não entendem, você deve dizer Terminal Rodoviário ou então Retiro ( que é o bairro onde fica o terminal rodoviário) que eles largam aquele: - Ah! Sí.

Efetivo é o dinheiro em espécie que difere do pagamento feito com Tarjeta de Credito o nosso famoso cartão de crédito.

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A cidade

BA oferece bons meios de transporte: Taxis, ônibus e metrô. Assim o deslocamento para os mais diversos pontos da cidade se torna possível, principalmente para quem não está de carro e mesmo assim quer passear bastante. Por falar em passear, BA oferece inúmeros locais para passeios.

* Os taxis são pretos e com teto amarelo, tem muitos deles e uma corrida de um lado ao outro da cidade pode sair em torno de 30 pesos (15 reais).

* Metrô custa em torno de 1,20 pesos (0,60 centavos de real).

* Ônibus depende do local que você deseja ir, mas gira em torno de 1,20 pesos também. Sim, pois os ônibus não tem tarifa única, nem cobrador. Você deve dizer ao motorista onde vai que ele digita o valor da tua tarifa numa máquina e depois você deposita este valor em dinheiro (somente moedas) numa "urna" e recebe um ticket. Fácil, rápido e moderno.

* Comer em BA é barato, mas não é saboroso. O tempero é fraco e as opções são poucas. Ao contrário disso beber tem diversas opções, mas é extremamente caro. Uma "long neck", por exemplo, custa aproximadamente 5 reais, uma garrafa de água mineral 3 reais. O bom é fazer como nós, carregar uma garrifinha de água consigo durante os passeios, caso não pretenda gastar dinheiro comprando água. Porque você vai precisar de muita água caso decida visitar a capital portenha no período do verão no hemisfério sul. O clima de BA é quente e úmido. Então não dispense o protetor solar, chapéu e muita água.

* Triste realidade se esconde no banheiros. Sim, confirmam o que sempre me falaram de BA, os banheiros são muito sujos. O restaurante pode ser um luxo, mas o banheiro é sempre (extremamente) inferior. Não sei por que.

* Outro ponto que notei: Os argentinos fumam muito. Me passou a impressão de que 98% da população fuma. Mais parece que existe uma lei municipal que deternima que ,a partir dos 13 anos, deve-se iniciar o consumo do cigarro.
Caso você seja fumante não terá problema, mas caso não seja a noticia boa é que os restaurantes têm locais separados para fumadores (fumantes) e não fumadores e em ambientes fechados é proibido o consumo do cigarro.

BA tem uma vida intensa e movimentada principalmente no período noturno. Dentre os estabelecimantos mais frequentados estão os restaurantes que servem pratos típicos da argentina e também de outros paises, as imensas livrarias, as lojas de discos e os teatros.

Av. Corrientes trancada para os carros nas noites de sábado.

Sábado a noite eles trancam a rua Corrientes (uma das principais avenidas de BA que faz esquina com a 9 de Julio. No entrocamento dessas avenindas stá o monumento símbolo da cidade: Obelisco) eles chamam de "cortar a corrientes" e a partir disso a larga avenida vira um calçadão que fica movimentado até a madrugada.

Uma livraria numa noite de sábado.

BA e o Tango

Quem pensa que Tango é cafona e só faz parte do folclore está enganado. As lojas de discos tocam tango dia e noite e espetáculos desta dança, chamadas Tangueiras são muito apreciadas tanto pelos tursita quanto pelos próprios argentinos. É posssível ver casais trajados tipicamente desfilando por alguns pontos da cidade dispostos a tirar fotos com turistas e ensinar uns passinhos de dança.
Infelizmente não tive oportunidade de ir a uma tagueira porque o único local que estava capresentando o espetaculo ficava longe de onde estávamos e faltou programação. Ficou para a próxima visita que será em breve, acredito.

BA e o teatro

Outra mídia muito apreciada pelo povo são os teatros. Numa extensão de 500m é possivel que exista umas 5 casas de teatro. E ficam todas lotadas no período de funcionamento, ou seja, a noite. Filas se estendem na entrada desses locais. Impressionante.
O cinema existe , mas não é muito estimado. Eles curtem mesmo são seus artistas locais. A entrada custa em torno 30 pesos por pessoa (15 reais). E eles não são muito pontuais com horários, tenha paciência.

* Coisa de turista...

Fomos num desses espetáculos.
Quando entramos na casa de show ficamos meio incomodados sobre o que pedir para beber, já que as bebidas eram tão caras fora dalí, lá dentro deveria ser uma fortuna.
Aceitamos água, por insistência da garçonete que já estava achando que nós éramos terroristas por ter recusado algumas vezes em aceitar água. Discretamente olhei para os lados e todas as mesas estavam lotadas com garrafas das mais variadas bebidas. Pensei: - Alguma coisa está errada ou só tem magnata por aqui.

Quando o espetáculo acabou esperamos que algumas pessoas saíssem primeiro para vermos o que era realmente cobrado e para nossa surpresa as bebidas eram por conta da casa. Enfim, explicado o mistério e nós rimos de raiva de não termos tomado uma cerveja bem gelada.

Por falar em teatro, o famoso Teatro Còlon estava fechado para reformas nesta época., com previsão de reabertura para maio de 2010.

BA e o futebol

Existem dois times fortes em BA, Boca Juniors e o River Plate e é claro que os dois são rivais nas competições.
Boca Juniors é do bairro La Boca onde tem seu famoso e pequenino estádio La Bobonera todo em azul e amarelo, as cores do time.


La Bonbonera

O bairro La Boca inspira e transpira futebol, aos arredores do estádio vê-se inúmeros comércios que lucram com esta paixão que os argentinos (e turistas que alí vão) têm pelo futebol. Lojas de camisetas, chaveiros, bandeiras, canecas e etc... Com imagens do Boca ou até mesmo da seleção argentina são muitas.

O River Plate fica no bairro Núñez e joga no Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti.

BA e os Argentinos

A capital argentina foi fundada em 1536. Os nativos de lá são chamados de Porteños.

Um pequeno passeio pelos arredores do centro já podemos ver que existem muitas praças e prédios históricos que são conservados por anos e tratados com respeito pelos hermanos.

Por falar em respeito: História, tradição e patriotismo poderia ser o nome da maioria dos nativos da Argentina. É possível ver a bandeira asteada em muitos pontos. Protesto estudantil nas ruas e antigas provocações entre Argentina e Inglaterra pela disputa das Malvinas.


Argentinos têm uma característica muito forte: Eles amam ser Argentinos, amam falar castelhano, amam o futebol deles, amam a história deles, amam suas tradições. Chega ser arrepiante.



BA e o Turismo

O bairro La Boca fica na zona portuária que corresponde à ribeira e que se divide em dois traçados: Ribeira do Riachuelo e a Área Portuária Sul.

É lá também que encontra-se o Caminito. Uma sequencia de casinhas coloridas numa curta rua. Como a própria aparência inspira, o artesanato é forte, mas os preços são um pouco altos. Claro que "pexinxando" consegue-se levar belas lembranças de lá.

O lugar é pequeno, colorido e barulhento, um dos pontos fortes nas visitas turísticas. Lembra um cortiço (no bom uso da palavra) pela pouca extensão e intenso movimento humano existente. Foi um dos pontos mais alegres e vivos que vi em BA. Adorei.

Puerto Madero é a zona mais jovem e nobre da cidade. Com prédios altos e arquitetura requintada.

Neste local não tem nada simples, tudo transpira luxuosidade mesmo.

Puerto Madero


O outro lado de Puerto Madero

Ainda pelos arredores do grande centro, destaca-se a Rua Florida, o Obelisco, a Praça de Mayo, a Casa Rosada... Cartões postais da cidade que não podem, de forma alguma, passar em branco.

BA e os Brasileiros

Ao contrário das famosas anedotas, os Argentinos adoram os Brasileiros. Vi isto desde minha chegada, pois sempre que certificavam-se de que éramos brasileiros eles sorriam.

Durante minha estadia quando meu castelhano todo torto denunciava minha nacionalidade e até mesmo durante nossa parada na fronteira para ingressar de volta em solo brasileiro fomos muito bem tratados.
Alguns argentinos que estavam no ônibus conosco puxaram assunto perguntando o que tínhamos achado de BA e aproveitaram para contar histórias da cidade e indicar outros passeios interessantes em outras cidades do país.

Mesmo assim, os Argentinos não são tão dados a risos como nós, mas se você puxar assunto com eles logo estarão bastante entrosados. Só cuide para não rir dos supostos mal entendidos ou trocadilhos, pois eles constumam ser desconfiados.

BA e o povo

Os Argentinos são estilosos. Tanto as mulheres quanto os homens e clássicos ao falar.

As mulheres também são bonitas, mas fiquei impressionada mesmo foi com a beleza masculina. Sim, acredite, os Argentinos são muito bonitos e, na maioria da vezes, cavalheiros aos agir e falar.

Bem, encerro aqui minhas concepções deste curto tempo que fiquei na capital porteña. Foi uma viagem maravilhosa. Recomendo.

Termino com duas impressões:

- Curiosidades: Muitas
- Certeza: Voltar em breve.

sábado, 20 de junho de 2009

Nós na Terra do Vitor

Quatro horas depois de nossa partida chegamos a Pelotas, ou simplesmente Satolep como diz Vitor Ramil em sua mais famosa composição.

Pelotas é uma cidade mediana, conta com 350 mil habitantes. Berço de artistas como Glória Menezes, Kleiton & Kledir, Vitor Ramil. Além de ter servido de cenário para mini-série Global.
Chegamos em torno das 9h de uma manhã de sábado e fomos recebidos por uma quieta Pelotas toda pintada em tons de cinza e escondida por uma forte neblina que se estendeu até perto do meio dia. O vento que soprava estava frio e causava arrepios. Característica típica de uma cidade litorânea na véspera do inicio do inverno gaúcho.

Primeira parada: Museu da Baronesa

História:
Doado pela família Antunes Maciel a Pelotas em 1978, através de um convênio firmado com a prefeitura, o prédio passou por quatro anos de reformas, que foram orientadas pelo artista plástico e restaurador pelotense Adail Bento Costa. O museu foi então inaugurado em 25 de abril de 1982, possuindo em seu acervo peças das coleções da família Antunes Maciel,de Adail Bento Costa, doações diversas da comunidade e uma coleção da Sra. Antonia Sampaio. Estas peças representam um pouco dos costumes, da maneira de viver, das famílias abastadas do século XIX. Tombado pelo patrimônio histórico do município em 04 de julho de 1985. No parque, que hoje possui área de 7 hectares há um sobrado no estilo bangalô americano construído em 1935; uma casa de banho onde as mulheres da família se refrescavam durante o verão; uma gruta com pedras de quartzo incrustadas, um pequeno castelo; um jardim francês; um chafariz e extensa área verde. (informações tiradas daqui)
O museu conta com móveis vindo de Paris no final do século 19, louças, porcelanas pintadas, telas, artigos de vestuário de diversas épocas.
Dentre as peças, algumas bastante curiosas, como a tal: Namoradeira.


Neste móvel existem três lugares. Dois eram ocupados pelo casal de namorados e o outro por uma outra pessoa, cuja função era fiscalizar os assuntos e as atitudes dos apaixonados. Engraçado. Acredito que este terceiro deveria ser o irmão mais velho e ciumento ou um escravo muito fiel.



Pelotas esbanja história, cultura. Parece que tudo por lá tem uma explicação histórica. Principalmente se essas explicações forem a cerca da extinta cultura e economia do charque.


Depois do museu foi a vez de dar uma passadinha na Praia do Laranjal, balneário banhado pela Lagoa dos Patos . A praia tem a característica de ter sua água ora doce, ora salgada devido a extensão da lagoa e o encontro com a água do mar.



Era junho, então a praia estava deserta. Mas sabemos que no verão o lugar costuma ser bastante visitado.

Existe um outro bom motivo para se visitar a Princesa do Sul, como é conhecida a cidade, que é entre os primeiro 20 dias de junho, pois nesta época acontece a Fenadoce. Sim, imaginem o que quiser porque tem doces para todos os bolsos e gostos. Além dos standes de exibição das delícias, existem outras atrações culturais espalhadas por todo o centro de eventos. Que confesso, é grande o suficiente para ter conseguido me deixar com as pernas bambas de tanto andar.

Enfim, não sou guia turística, nem nasci em Pelotas... Este relato traz apenas minhas impressões sobre uma cidade que teve efusiva participação na construção da história do Rio Grade do Sul e do Brasil.

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