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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Todas as Manhãs do Mundo

Dica de cine Francês.


Sinopse:

Em pleno século 17, um músico da corte de Luiz 14 relembra sua introdução no mundo artístico supervisionado pelo seu rigoroso mestre de viola de gamba.

Informações:
Direção: Alain Corneau
Ano: 1991
País: França
Gênero: Drama/romance/musical

Elenco:
Jean-Pierre Marielle, Gérard Depardieu, Anne Brochet, Guillaume Depardieu, Carole Richert, Michel Bouquet, Jean-Claude Dreyfus, Yves Gasc, Jean-Marie Poirier, Myriam Boyer



Impressões:
Produzido na França, em 1991, o filme narra o aprendizado, em pleno século 17, de um músico da corte de Luiz XIV relembrando a sua introdução no mundo artístico, supervisionado por seu rigoroso mestre da viola de gamba.
A música rege cada palavra de Todas as manhãs do mundo. E o espírito barroco, com seus claros/escuros, dá forma à história do encontro entre o mestre apolíneo e o discípulo dionisíaco, que se irmanam na busca da essência da música. De um lado, a disciplina e a morbidez, de outro a voluptuosidade e o gosto pela vida mundana, com suas glórias e riquezas.

Estamos em 1650. Época de Luís XIV, com suas perucas barrocas e rostos empoados. O senhor de Saint Colombe, o maior violista da França, sofre uma grande perda e se afasta do mundo, isolando-se numa cabana nos jardins de sua propriedade, nos arredores de Paris. Seu único prazer é a viola de gamba, que ele revoluciona ao acrescentar mais uma corda ao instrumento e mudando até a forma de segurá-lo. A viola, parente próxima do violoncelo, era então o instrumento predileto das cortes francesas e inglesas.
Depois de insistentemente desprezar os convites para se unir aos músicos da corte, o virtuose aceita apenas um discípulo, o filho de um sapateiro, chamado Maran Marais, que acabaria aclamado como um gênio renovador da viola de gamba.

O filme Todas as Manhãs do Mundo, estrelado por Gérard Depardieu e seu filho Guillaume, despertou comoção na França, à época do seu lançamento, assim como a sua trilha sonora, que reúne antigos solos de viola da gamba. Foi vencedor do prêmio César – Oscar francês - de melhor filme e melhor diretor, em 1992.

Belíssimo filme com também belíssimas fotografias. Vale conferir a raridade.
*

(fonte: brasil fator)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

A Dança dos Vampiros


Sinopse

Ambrosius (Jack MacGowran) é um professor universitário especialista em vampiros que decide ir até a Transilvânia, no coração da Europa Central, acompanhado de seu fiel discípulo Alfred (Roman Polanski), que infelizmente é bem medroso. Abronsius tem como objetivo aprender sobre vampiros e combatê-los, se possível, mas os fatos tomam um rumo inesperado e vão de encontro aos objetivos do professor.



Informações Gerais:

Título: A Dança dos Vampiros
País de Origem: Inglaterra
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 98 minutos
Ano de Lançamento: 1967
Direção: Romam Polanski

A primeira vez que assisti a este filme, foi numa época em que a Globo passava, nas madrugadas de sábado, clássicos do cinema. Era divertido e eu virava a noite vendo TV.

Bem , isto faz bastante tempo, ou eu que não tenho assistido a Globo há mais tempo ainda. Fica a dúvida. (risos) Qualquer dia desses voltarei a espreitar as madrugadas Globais, para ver o que anda passando por lá.

Eu sei, vocês devem estar achando estranho eu falar de um filme que aborda o vampirismo como tema central quando há tão pouco critiquei negativamente Crepúsculo.


Explico: Sempre gostei de vampiros no cinema, nos livros, em quadros e etc... A imagem do vampiro como aquele ser noturno e cheio de mistério sempre me fascinou, mas não gosto da forma como Crepúsculo trabalhou esse tema. Só isso.

Mas voltando...

Foi com este filme que vi, pela primira vez, um trabalho do Romam Polanski e ainda tive a sorte de ser este em que ele dirige e atua exercendo ambos os trabalhos de forma magnifica deixando explícito que o velho ditado: "quem manda melhor faz." Se aplica sim a vida real.
Depois deste filme, Polanski virou um vício para mim. Ainda voltarei a falar dele por aqui.



A Dança dos Vampiros (1967) é uma raridade, nunca encontrei-o disponível em locadoras e na TV é muito pouco visto. Caso você tenha a oportunidade de assisti-lo. Assista-o, pois vale a pena.


A abertua do filme já denota uma cor intensa. Ao fundo uma música profunda e melancólica.
Enquanto as letras com os nomes do elenco surge na tela, vai respingando gotas de sangue sobre esses. Na vez em que o nome de Sharon Tate aparece, o respingo ganha a forma de um sorriso. Obvio, Sharon seria a esposa de Roman posteriormente e se eles ainda não namoravam nesta época, já estavam meio entrosados. Acredito eu.
O filme é classificado como comédia, mas não é um filme de fácil riso. É uma comédia de humor sarcástico, ambientada sob um clima sombrio e de suspense onde o frio e as sombras ajudam a compor os belos cenários desta película.

Ao longo do filme são poucas as falas, em geral substituídas por gestos, expressões e movimentos.
Alfred (Polanski), apesar de ser o discípulo de Ambrosius, é um sujeito medroso e isso fica bem saliente com suas falas num murmuro lento e constante. Olhar saltitante. Corpo trêmulo. Mesmo assim, é ele que tem o primeiro contato com os vampiros e não seu mestre que está a caça dos seres noturnos e daria tudo para ter contato com um deles.
Em meio a essa busca pelas criaturas vampirescas, Alfred apaixona-se por Sarah (Sharon Tate), a filha do dono da pousada onde eles se hospedam quando chegam a Transilvânia. Ele desespera-se ao vê-la sendo mordida pelo Conde Von Krolock e, a seguir, sequestrada pelo mesmo até sua assombrada morada: Um castelo na colina. Assim, a expedição ao castelo ganha, para Alfred, mais um motivo, que eu diria até bastante passional. Pois ele só sossega quando consegue encontrar Sarah. Embora seja tarde demais.
No castelo, muitas cenas de comédia acontecem, tais como :Perseguições, confusões, descobertas e é claro algumas cenas assustadoras.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Nosferatu ( Uma sinfonia de Horrores)

... Dica de Cine Cult para uma dia qualquer...


Para quem curte cine cult recomendo assistir o clássico do expressionismo alemão Nosferatu - Uma sinfonia de Horrores (1922)



Sinopse
Em 1838, Hutter (Gustav von Wangenheim), agente imobiliário que mora em Wisborg, atravessa os Montes Cárpatos para vender uma casa em sua vizinhança ao proprietário de um castelo no Mar Báltico, o excêntrico conde Graf Orlock (Max Schreck), que na verdade é um milenar vampiro que, buscando por mais sangue, quer se mudar para a Alemanha. Ao chegar na propriedade que comprou, ele traz consigo grande terror e os habitantes acham que estão sendo vítimas da peste. A única que pode salvar as pessoas dos ataques do vampiro é Ellen, a esposa de Hutter, visto Orlock se sentiu atraído por ela.



Baseado na Obra de Bram Stoker, é talvez a adaptação mais fiel relacionada a lenda vampiresca. Teve que ter o nome de seus personagens alterados devido a problemas com os direitos autorais. Falando mais abertamente, os herdeiros de Stoker não permitiram o uso da obra.

Vale o aviso, se você for assistir Nosferatu achando que vai se deparar com vampiros sedentos, sangue escorrendo pelo pescoço, punhos... Vai se decepcionar. Nosferatu tem clima gótico, sombrio e ambientado em pesadelos e sonhos ruins.
Gira em torno do Conde Orlock, interpretado magistralmente por Max Schreck.
A escolha do ator não poderia se melhor. Max Schreck e sua "natural" ausência de beleza ajudou a compor a imagem aterroriante do Conde Orlock, uma criatura pestilenta, doentia e estranha. Esguio, magricelo, dentes frontais mais afinados e compridos, orelhas pontudas, andar lento e olhar calculista. Uma típica criatura noturna e horripilante.


O nome do filme faz justiça, Nosferatu é uma palavra moderna derivada da palavra em eslavo antigo Nosufur-atu, extraída do grego Nosophoros, Portador de Pragas." - J. Gordon Melton.


(fontes: Wikipedia, telacritica,boca do inferno)

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