Nessa postagem, selecionei algumas telas que exercem algum fascínio sobre mim. Algumas delas bastante famosas e conhecidas pelo público, outras nem tanto.
A ordem da postagem se deu conforme fui lembrando das obras. Bem, isso também pode justificar a importancia que elas têm para mim de acordo com a forma em que se organizaram na minha memória.
Edouard Manet (1832 - 1883)
Um Bar no Folies- Bergère (1882)
O quadro retrata a cena de um bar no café-concerto Folies-Bèrgere, em Paris. O que impressiona no quadro é a distorção entre a imagem real da garçonete, olhando diretamente para quem está olhando a obra, e seu reflexo no espelho atrás que parece não revelar a imagem real da cena. Seu rosto fatigado contracena com o reflexo das pessoas alegres, se divertindo como é mostrado no espelho.
Os tantos objetos sobre o balcão formam uma pirâmide tendo o ápice dessa as flores que ornamentam o colo da garçonete.
O homem de bigode que fala com a garçonete, na verdade deveria ter a mesma visão que aqueles que olham o quadro, logo as costas da servente estaria com a visão tapada, mas não é isso que a imagem trás, deixando um ar de sobrenatural a essa famosa pintura de Manet.
O quadro tem a assinatura de Manet na garrafa vermelha abaixo a esquerda.
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Edvard Munch (1863 - 1944)
O Grito (1893)
A obra representa uma figura andrógena num momento de profunda angústia e desespero existencial. O pano de fundo é a doca de Oslofjord (em Oslo).
Vemos ao fundo um céu em cores quentes, que sobe acima do horizonte, característica do expressionismo . Vemos que a figura humana também está em cores frias, azul, como a cor da angústia e da dor, sem cabelo para demonstrar um estado de saúde precário. Os elementos descritos estão tortos, como se reproduzindo o grito dado pela figura, entortados pelo berro, algo que reproduza as ondas sonoras. Quase tudo está torto, se abalou com o grito, exceto a ponte que e de concreto e não de elementos naturais e os amigos (figuras a esquerda). O quadro mostra que o sofrimento contagia a paisagem, o cenário onde a pessoa vive causado distorção da realidade.
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Vincent van Gogh (1853 - 1890)
Os Doze Girassóis (1888)
Ao todo, Van Gogh pintou sete telas de girassóis quando de sua estadia na cidade de Arles, ao sul da França.
- 3 girassóis (1888)
- 5 girassóis (1888)
-15 girassóis (foram três telas, 1 de 1888 e 2 de 1889)
-12 girassóis (foram duas telas, uma de 1888 e 1 de 1889).
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Leonardo Da Vince (1452 - 1519)
A Monalisa (La Gioconda ou, La Joconde, ou ainda Mona Lisa del Giocondo)
(1507)
A Monalisa de Da Vice é, sem duvida, o quadro mais famoso, mais valioso, copiado, homenageado e mais enigmático do mundo. Existem muitas tentativas e explicações para os detalhes que essa tela contém.
A expressão da mulher é introspectiva e timida, seu sorriso contido se mostra um tanto sedutor e ao mesmo tempo conservador. O corpo coinscide com os padrões da beleza feminina da época de Leonardo.
O contraste ao fundo, tendo a linha do horizonte num nível visivelmente mais baixo que a da direita, fezendo Mona Lisa parecer muito maior vista da esquerda que da direita.
Historicamente, os conceitos de masculino e feminino estão ligados aos lados - o esquerdo é feminino, o direito é o masculino.
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Tarsila do Amaral (1886 - 1973)
Abaporu (1928)
É a tela brasileira mais valorizada no mundo. Abaporu vem dos termos em tupi aba (homem), pora (gente) e ú (comer), significando "homem que come gente". O nome é uma referência à antropofagia modernista, que se propunha a deglutir a cultura estrangeira e adaptá-la à realidade brasileira. O quadro foi pintado em 1928 por Tarsila do Amaral para dar de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época.
Na obra vê-se a crítica que a artista emprega quando retratou os pés e mão grandes em contraste com uma cabeça pequena, mostrando que o trabalho braçal, ná época, era mais importante que o intelectual.
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Sir John Everette Millais (1829 -1896)
A Morte de Ophelia (1852)
Nesta tela a cena da morte de Ophelia, uma das cenas finais da peça Hamlet (1600), de Shakespeare - o suicídio-acidente da jovem Ofélia.
A cena da morte de Ofélia foi reproduzida de forma artística por diversos pintores, entre eles o jovem pintor e escultor inglês John Everett Millais. Existem boatos de que Millais quase matou sua modelo Lizzie Siddall (que posou para a pintura acima) ao deixá-la tempo demais deitada numa banheira de água fria.
Segundo historiadores da Universidade de Oxford, a morte de uma menina, em 1569, perto de Stratfort-upon-Avon, cidade natal de William Shakespeare, teria inspirado o dramaturgo a escrever, anos depois, a famosa morte de Ofélia numa das cenas finais da peça Hamlet. Shakespeare tinha apenas 5 anos de idade quando correu pela cidade a notícia de que a pequena Jane Shaxspere morreu afogada após cair num rio enquanto apanhava flores.
A tela de Millais é, sem dúvida, uma das obras mais atraentes, seja pela riqueza de detalhes, seja por imortalizar a cena da famosa peça de Shakespeare.